Gleisi Hoffmann destaca crítica de André Lara Resende à taxa de juros do Banco Central
Ex-ministra endossa avaliação econômica que aponta o Banco Central como fator de agravamento no desequilíbrio fiscal brasileiro.

A ex-ministra e ex-presidente do PT Gleisi Hoffmann manifestou apoio público neste domingo (1º) a uma análise assinada pelo economista André Lara Resende, conhecido por sua participação na formulação do Plano Real. A manifestação ocorreu em torno de artigos publicados recentemente que colocam sob suspeita a condução monetária atual. Segundo a leitura endossada pela ex-integrante do governo Lula, a política de juros implementada pelo Banco Central gera efeitos colaterais severos e atua diretamente para piorar o quadro fiscal do país.
A argumentação central trazida pelo economista sustenta que o patamar da taxa básica de juros, em vez de cumprir exclusivamente o papel de conter a inflação, termina por inflar o custo da dívida pública. Na visão repercutida por Gleisi Hoffmann, essa dinâmica cria um ciclo pernicioso para as contas do Estado. A crítica atinge o coração da estratégia macroeconômica vigente, apontando que o aperto monetário prolongado sabota o equilíbrio das finanças públicas ao encarecer o serviço da dívida em proporções expressivas.
Para o ambiente de negócios e o mercado financeiro, o debate reabre antigas divergências sobre a coordenação entre a política fiscal e a monetária. A tomada de posição por figuras de relevo político sinaliza que a pressão sobre os rumos da economia deve continuar no centro das discussões estratégicas. Os desdobramentos dessa discussão influenciam diretamente as expectativas corporativas em relação ao custo de capital, ao planejamento de investimentos e aos próximos passos da autoridade monetária.